Os teatros de óperas por esse mundo afora são, na verdade, verdadeiras esculturas arquitetônicas. A maioria preserva o clássico, neoclássico; outros, a arquitetura contemporânea, mas são todos belos.
A sensação que tive, quando visitei alguns desses teatros, foi a mesma que senti, quando, pela primeira vez, coloquei os pés no Maracanã, Mineirão, Beira-Rio, La Bombonera, Camp Nou, Santiago Bernabéu e outros. Estes, os templos do futebol; aqueles, da música.
Nos estádios, vinha-me a lembrança dos grandes embates: Fla x Flu, Grenal, Cruzeiro x Atlético, Barcelona x Real Madrid, dentre outros.
Vinha-me, ainda, a lembrança dos grandes craques e verdadeiros artistas do gramado: Pelé, Garrincha, Maradona, Tostão, Falcão, Platini, Beckenbauer, somando-se a outros que deixaram as suas indeléveis marcas nesses adoráveis palcos da bola.
Nos teatros, extasiado de tanta beleza e emoção, vislumbrava as apresentações das orquestras sinfônicas de Berlim, Londres, Moscou, Filarmônica de Viena, interpretando as mais belas composições dos grandes e eternos craques da música: Sebastian Bach, Verdi, Beethoven, Mozart, Tchaikovsky, Chopin, Strauss, além de dezenas de outros que deixaram as suas inapagáveis marcas no mundo encantado da música.
A verdade é que são dois teatros parecidos. Ambos emocionantes, entretanto, uma diferença: nos estádios, a beleza é percebida pelos olhos e extravasada pelo grito; nos teatros, a beleza é sentida pelos ouvidos e guardada silenciosamente dentro d’alma.
Abilio, 23 out 2010

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