Temos o hábito de achar, sempre, que o passado foi melhor que o presente. Que aqueles que fizeram parte de um momento da história, serão eternamente insubstituíveis. Refiro-me, principalmente, aos artistas plásticos, políticos, escritores e músicos. Achamos, por exemplo, que nunca haverá outro Leonardo Da Vinci, Van Gogh, Rui Barbosa, Machado de Assis ou um Mozart.
Engana-se quem assim pensa. A verdade é que ao nosso lado sempre existe ou existirá um melhor, além de ocorrer certa benevolência de nossa parte, para com aqueles que já partiram. Inclusive, é necessário que o presente se torne passado para valorizar aqueles que se destacam no presente.
ROBERTO CARLOS BRAGA com mais de 120 milhões de discos vendidos no mundo inteiro, e, há mais de cinquenta anos fazendo sucesso no Brasil e exterior, será, ao partir, ainda mais reconhecido e idolatrado, em razão da beleza de suas composições.
Será, certamente, eternizado na primeira prateleira dos grandes astros da nossa música popular.
A música “Jesus Salvador”, gravada no ano de 1994, transmite uma mensagem tão profunda, que sugiro ajoelhar-se, abaixar a cabeça e ouvi-la como oração.
Abilio, 8 out 2010.
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