Aquarela do Brasil

Homem de gestos simples com reflexos de nobreza. Palavra cadenciada e mansa, típica das pessoas de temperamento melancólico, mas que transmitia firmeza e quanta sabedoria! É esse o justo e consciente conceito que atribuo a ti, meu cunhado Antônio Tarcízio Aragão.
Ah! Quantas e respeitosas lembranças!!! Lembrar-se de nunca ter presenciado um bate-boca com a tua esposa amada, Celininha. Lembrar-se de nunca ter assistido a uma atitude áspera com teus filhos ou amigos. Quanta nobreza! Que exemplo!
Essas tuas atitudes, meu caro cunhado, confesso-te, obrigava-me a ter por ti um respeito de um filho.
Tu partiste e nos deixaste a saudade e a lembrança alegre dos momentos inesquecíveis passados ora na “Esquina do Boris”, na tua casa; ora na residência do teu filho, em Fortaleza; ora ouvindo-te pelas ondas médias da Rádio Iracema de Ipu.
Perdemos um grande amigo, e o Ipu, a perda irreparável de um grande cidadão.
A música foi a nossa grande afinidade. Ouvir e comentar determinados clássicos, orquestras, sambas, compositores, enfim, sobre a música.
E é ouvindo os clássicos e as orquestras de André Rieu, James Last, Mantovani, Românticos de Cuba, Tabajara, Paul Mauriat, Bill Vaughn, Glenn Miller, Ray Conniff e tantas outras que preservarei a tua saudável e inesquecível lembrança.
A propósito, Boris: Que música tu estás ouvindo no céu?
Abílio, 29 abr 2009

Acesse: abiliolm.com.br

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